A contar ondas.

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Vou contar ondas do mar

Para me ajudar,

Para me ajudar a pensar.

Vou olhar ondas do mar

Só para ver o branco de seu espumar.

Vou lá, em alto mar,

Contar as vagas, as águas, os tons de azul.

Vou lá no verde mar,

Perder a cabeça até acalmar.

Vou lá, longe léguas,

Distante além de meu alcance,

Para perder o que não preciso para viver.

Vou lá para além-mar,

Para quem sabe me perder,

Quem sabe me encontrar.

Vou lá para o distante após o mar,

Porque o aqui me dói e não quero mais ficar.

Por isso sigo as águas que parecem verde ou azul sem fim,

Alcançar aquela cor que me falta aos olhos cinzentos.

Vou lá longe no grande mar, contar ondas até esquecer o que fui fazer.

E quem sabe me lembrar porque precisei ir tão longe para reconquistar.

Navegar, vagar, com vagar, devagar.

Até fazer brilhar em mim todo o verde, o azul, o sol do mar.

Queria poder acreditar

Que apenas parar e olhar o mar

Seria solução para tudo.

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Red Baron – O Barão Vermelho

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I remember read about the Enemy Ace in comics, and about a Red man. A baron.

Now I can see that the fear is gone and the colours are back.
Red in a blue-sky shall not fear us. It is not a threating anymore.
We are in Brazil, we are just kids. We are playing with planes.

Kids doing what kids do.

 

Lembro-me de ler sobre o Ás Inimigo nos quadrinhos, e sobre um homem Vermelho. Um barão.

Agora eu posso ver que o medo se foi e as cores estão de volta.
Vermelho em um céu azul não nos assusta. Não é a mais uma ameaça.
Estamos no Brasil, somos apenas crianças. Estamos brincando com aviões.
Crianças fazendo o que as crianças fazem.

Silêncio na biblioteca – Silence in the library

Silêncio na biblioteca – Silence in the library

Sempre me chama atenção o silêncio que as pessoas fazem quando estão em lugares reservados à cultura. Parece haver uma religião que venera o belo, o culto. Há algo de sagrado em lugares onde se vai para aprender. Always called … Continue reading

Há um céu lá em cima – There is a sky up there

Há um céu lá em cima – There is a sky up there

Minha cidade é cinza. Ou uma mescla cinza-esverdeada. Pode ser muito cinza e pesada. Pesa chumbo. Mas há ainda lá, Teimando em restar, Um azul do céu sublime. Leve azul de pluma. Leves são meus pensamentos quando estou alto no … Continue reading

Pequeno Pescador – Little Fisher

Pequeno Pescador – Little Fisher

Eu e meu peixe, Numa luta justa. Ele pela vida. Eu pela barriga. Se me falta o peixe, logo, falta-me vida, Então pesco o peixe, Desde cedo no dia e na vida, Para não faltar peixe na barriga, Para não … Continue reading

Suave noite – Gentle Night

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E no escuro da noite,

Em toda sua imensidão,

Repousa a mão que pescou o peixe, que ergueu o mastro, que pregou a madeira, que forjou a lâmina.

No tecido azul do céu encontramos abrigo.

No leito macio do mar achamos berço.

During the dark of the night,

In all her immensity,

Rest the hand what fished the fish, raised the mast, nailed the wood, forged the blade.

Under the blue fabric of the sky we found shelter.

Over the soft seabed we meet our cradle.

Todo azul da noite. – All the blue of the night

Todo azul da noite. – All the blue of the night

Meu oceano azul. Meus sonhos azuis numa noite de vagas cintilantes. Céu azul-escuro no azul do mar eterno. E me navego e escorrego entre dois infinitos. My blue ocean. My blue dreams in a night of shimmering curls. Deep blue … Continue reading